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Chuvas e seca desafiam a nogueira-pecã no RS

Classifrutas4 min de leitura

manejo da nogueira-pecã

Clima amplia desafios nos pomares de pecã

Chuvas intensas em parte do ano e déficits hídricos em fases críticas estão entre os principais desafios da nogueira-pecã no Rio Grande do Sul. O tema será debatido no 3º Encontro Nacional da Pecanicultura, marcado para 12 de novembro, em Bento Gonçalves (RS), segundo informações divulgadas pelo Notícias Agrícolas.

A programação do evento terá um eixo dedicado a irrigação e manejo fitossanitário. Além disso, as palestras devem tratar de controle de doenças e fertirrigação, dois pontos considerados relevantes para a condução dos pomares.

Por que o clima preocupa produtores

No Rio Grande do Sul, a alternância entre períodos chuvosos e falta de água exige planejamento técnico. De um lado, invernos e primaveras úmidos favorecem doenças. Por outro lado, a estiagem pode comprometer etapas importantes do desenvolvimento das plantas.

“Temos geralmente invernos e primaveras bastante chuvosos, que favorecem a ocorrência de doenças. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, temos passado por déficits hídricos em períodos importantes do ano”, afirmou Caroline Wesp Guterres, professora da UFRGS, ao Notícias Agrícolas.

Esse cenário reforça a importância de acompanhar clima, sanidade e disponibilidade hídrica. Para produtores e compradores que seguem a cadeia FLV, como no ecossistema do Classifrutas, esses fatores ajudam a entender riscos produtivos e possíveis impactos na oferta.

Doenças exigem prevenção e controle

Entre os principais problemas fitossanitários citados estão a antracnose e a sarna. Ambas demandam atenção, especialmente em ambientes com alta umidade.

Cotações da pecã em períodos de maior pressão sanitária

Segundo Caroline Wesp Guterres, a cultura ainda enfrenta uma limitação importante: há poucos produtos registrados para controle na nogueira-pecã. Portanto, muitos produtores buscam referências em outras frutíferas para ajustar o manejo.

“Temos doenças importantes, como a antracnose e a sarna, e poucos produtos registrados para o controle. Muitas vezes, acabamos tendo de nos basear em outras culturas para manejar essas doenças de forma mais adequada”, explicou Caroline Wesp Guterres.

Experiências externas entram no debate

O eixo técnico do ENAPecan terá duas apresentações principais. A primeira será conduzida por Clemen Junior de Oliveira, engenheiro agrônomo e professor da University of Georgia, com foco na experiência dos Estados Unidos no manejo de doenças da pecã.

Na sequência, Gilmar Nachtigal, engenheiro agrônomo da Embrapa, abordará a fertirrigação da nogueira-pecã a partir de exemplos observados na macieira. Assim, o debate deve conectar práticas já estudadas em outras culturas frutíferas às condições brasileiras.

  • 16h30 às 17h10: manejo e controle de doenças da nogueira-pecã, com experiência dos Estados Unidos.
  • 17h10 às 17h50: fertirrigação da nogueira-pecã, com referência técnica da macieira.
  • 12 de novembro: realização do 3º ENAPecan, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS).

Fertirrigação ganha espaço na discussão

A fertirrigação combina fornecimento de água e nutrientes. No caso da nogueira-pecã, o tema ganha relevância diante dos déficits hídricos registrados em períodos decisivos para o pomar.

No entanto, o uso dessa prática depende de análise técnica, estrutura adequada e entendimento das necessidades da cultura. Por isso, a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores tende a ganhar peso na pecanicultura.

Conexões com produtores e compradores da pecanicultura

O que observar na pecanicultura

Para o setor, o debate aponta para uma agenda de maior atenção ao manejo integrado. Além disso, mostra que a expansão da pecã no Rio Grande do Sul depende de respostas técnicas para sanidade, água e nutrição.

Entre os pontos de acompanhamento para a cadeia estão:

  • frequência de chuvas em fases sensíveis da cultura;
  • ocorrência de antracnose, sarna e outras doenças;
  • disponibilidade de água para irrigação;
  • adoção de práticas de fertirrigação;
  • evolução das pesquisas e registros para manejo fitossanitário.

Assim, a pecanicultura gaúcha avança em um ambiente de oportunidades, mas também de exigência técnica. Para quem acompanha o mercado de frutas e negociações no setor, entender esses fatores ajuda a interpretar a dinâmica produtiva com mais precisão.

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