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Bioinsumos avançam na fruticultura brasileira

Classifrutas4 min de leitura

bioinsumos na fruticultura

Bioinsumos entram no centro da agenda da fruticultura

Os bioinsumos na fruticultura brasileira ganharam novo peso no debate setorial com a regulamentação da Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos. A Abrafrutas defende que o decreto preserve inovação, segurança jurídica e acesso dos produtores às tecnologias biológicas.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal da Fruta, a entidade participa de uma mobilização nacional com 35 organizações da agropecuária e da agroindústria. O grupo pediu ao governo federal participação prévia na análise do decreto regulamentador antes de sua publicação.

Além disso, o tema avança em um momento de maior pressão por sustentabilidade, rastreabilidade e boas práticas na produção de frutas. Portanto, a discussão vai além da legislação e alcança a competitividade comercial do setor.

Por que os bioinsumos importam para o setor de frutas

Os bioinsumos ampliam o conjunto de ferramentas disponíveis ao produtor. Eles também podem apoiar sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências de compradores nacionais e internacionais.

Na fruticultura, esse avanço é relevante porque a cadeia atende tanto o mercado interno quanto a exportação. Assim, práticas ligadas à sustentabilidade tendem a influenciar a reputação das frutas brasileiras.

Entre os principais pontos destacados pelo setor estão:

  • maior diversidade de soluções biológicas para o manejo agrícola;
  • estímulo à bioeconomia e à pesquisa aplicada no campo;
  • redução de entraves para inovação tecnológica;
  • previsibilidade regulatória para produtores e empresas;
  • fortalecimento da competitividade da fruticultura brasileira.

Regulamentação é vista como ponto decisivo

A Abrafrutas afirma que a regulamentação deve manter os avanços previstos na Lei dos Bioinsumos. No entanto, o setor alerta para o risco de exigências burocráticas excessivas.

As entidades envolvidas na mobilização citam preocupação com regras complexas para registro, limitações no acesso a microrganismos naturais e restrições à produção para uso próprio nas propriedades rurais. Segundo o setor, essas barreiras poderiam afetar especialmente startups, pequenas empresas e novos empreendimentos de base biológica.

“A fruticultura brasileira depende cada vez mais de tecnologias que promovam inovação, sustentabilidade e competitividade. Os bioinsumos são fundamentais nesse processo e precisam de um ambiente regulatório que estimule seu desenvolvimento e amplie o acesso dos produtores a essas soluções.”

Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas

Por outro lado, a regulamentação também precisa garantir controle técnico e segurança. O desafio, portanto, está em equilibrar fiscalização, liberdade econômica e estímulo à inovação.

ESG e boas práticas reforçam a agenda sustentável

O debate sobre bioinsumos ocorre junto a outro movimento importante para a fruticultura. O Ministério da Agricultura e Pecuária reconheceu o Programa Frutas do Brasil ESG, da Abrafrutas, como iniciativa aderente aos requisitos mínimos de Promoção e Certificação de Boas Práticas Agropecuárias.

De acordo com a notícia, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União e confirma a conformidade do programa com a Portaria MAPA nº 876/2025. Além disso, o reconhecimento fortalece a agenda de sustentabilidade, governança e responsabilidade socioambiental no setor.

As Boas Práticas Agropecuárias reúnem procedimentos ligados à produção segura de alimentos, preservação de recursos naturais, proteção dos trabalhadores e eficiência produtiva. Assim, elas também contribuem para ampliar confiança em mercados mais exigentes.

Impactos para produtores, compradores e exportadores

Para produtores, a regulamentação dos bioinsumos pode influenciar o acesso a novas tecnologias. Para compradores e distribuidores, por sua vez, o tema ajuda a acompanhar mudanças nos padrões de produção e nas exigências comerciais.

No comércio de frutas, sustentabilidade e rastreabilidade já fazem parte das conversas com redes varejistas, importadores e consumidores. Portanto, iniciativas regulatórias e programas de certificação tendem a ganhar espaço nas negociações.

Nesse contexto, o Classifrutas acompanha o tema como parte da transformação do mercado FLV. Afinal, decisões regulatórias, certificações e práticas produtivas podem afetar oferta, posicionamento comercial e percepção de valor das frutas brasileiras.

O que observar daqui em diante

O próximo passo será a definição do decreto regulamentador da Lei dos Bioinsumos. Até lá, entidades do setor produtivo buscam participar da construção das normas.

Os pontos mais relevantes para acompanhamento são:

  • grau de complexidade das exigências de registro;
  • regras para produção de bioinsumos para uso próprio;
  • acesso a microrganismos naturais;
  • segurança jurídica para produtores e empresas;
  • efeitos sobre inovação, custos e competitividade.

Assim, a regulamentação dos bioinsumos deve permanecer no centro da agenda da fruticultura brasileira. O tema combina tecnologia, sustentabilidade e mercado, três fatores cada vez mais conectados ao futuro da cadeia de frutas.

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