Noz-pecã ganha espaço na Expointer 2026
A noz-pecã brasileira deve se aproximar de 7 mil toneladas em 2026, segundo informações divulgadas pela Divinut e publicadas pela Revista da Fruta. O avanço é puxado pela entrada de novos pomares em produção e pelo interesse crescente em mercados internacionais.
Nesse contexto, a participação da empresa gaúcha na Expointer 2026 reforça um movimento relevante para o setor FLV: a pecanicultura deixa de ser apenas uma alternativa de diversificação e passa a ganhar contornos de cadeia estruturada. Além disso, o Rio Grande do Sul segue como principal polo produtor do país.
Para produtores, compradores e distribuidores que acompanham oportunidades no campo, o tema merece atenção. Afinal, a expansão combina genética, assistência técnica, processamento, certificações e abertura comercial, fatores que afetam oferta, regularidade e acesso a mercados.
Produção cresce com novos pomares
A expectativa de produção próxima de 7 mil toneladas indica uma fase de amadurecimento da cultura no Brasil. No entanto, a noz-pecã exige planejamento de longo prazo, já que o pomar leva anos para atingir seu potencial produtivo.
Segundo a reportagem, a Divinut reúne mais de 6 mil produtores parceiros em cerca de 700 municípios do Sul do Brasil. A maior parte é formada por agricultores familiares, o que mostra a conexão da cultura com propriedades de diferentes perfis.
Produtores de noz-pecã no mercado FLV do Sul
Entre os fatores que sustentam essa expansão estão:
- entrada de novos pomares em fase produtiva;
- uso de mudas com genética selecionada;
- assistência técnica para implantação e manejo;
- estrutura de compra, processamento e comercialização;
- busca por mercados nacionais e internacionais.
Da muda ao mercado: cadeia busca profissionalização
A reportagem destaca que a atuação da Divinut começa antes da implantação do pomar. A empresa mantém um grande viveiro de mudas de nogueira-pecã em raiz embalada e conecta produtores à etapa industrial.
Assim, a pecanicultura ganha uma lógica de cadeia integrada. Por um lado, o produtor precisa de manejo, escala e qualidade. Por outro, a indústria depende de matéria-prima regular para atender consumidores, compradores e exportadores.
“A pecanicultura exige planejamento e visão de longo prazo. Nosso papel é estar ao lado do produtor nesse processo, oferecendo genética, conhecimento, assistência e, principalmente, uma conexão com o mercado. Quando o produtor cresce, toda a cadeia cresce junto.”
Para o Classifrutas, esse ponto é central. Afinal, cadeias mais organizadas tendem a melhorar a previsibilidade comercial, embora os resultados variem conforme região, clima, manejo e demanda.
Exportações ampliam o alcance da pecã brasileira
A expansão da noz-pecã também passa pelo comércio exterior. De acordo com a notícia, a Divinut já atua em mercados da América do Norte, África, Ásia e Europa.
Cotações e ofertas da noz-pecã brasileira no exterior
Além disso, a empresa informou ter conquistado em 2025 as certificações FSSC 22000 e ISO 9001. Essas credenciais são importantes porque compradores internacionais costumam exigir padrões de segurança dos alimentos, rastreabilidade e gestão de qualidade.
A China aparece como uma fronteira estratégica. Em maio, segundo a publicação, a empresa participou de agendas ligadas ao mercado asiático e intensificou negociações para ampliar a presença da noz-pecã brasileira.
Expointer aproxima produtores de oportunidades
A Expointer 2026 ocorre de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Na feira, a Divinut pretende apresentar a cadeia da noz-pecã desde a escolha da genética até a exportação.
Esse tipo de agenda ajuda a aproximar produtores de compradores, assistência técnica, indústrias e canais comerciais. Portanto, tem impacto direto na circulação de informação e na formação de expectativas para a cultura.
Para quem acompanha o mercado FLV, a pecanicultura mostra três sinais relevantes:
- aumento de escala produtiva no Sul do Brasil;
- maior exigência por padronização e certificações;
- busca por mercados externos para absorver parte da produção.
O que observar no mercado da noz-pecã
Apesar do cenário positivo, a cultura exige cautela analítica. A produção depende de tempo, manejo e condições climáticas. Além disso, a demanda internacional pode variar conforme câmbio, logística, qualidade e concorrência de outros países produtores.
Dados de mercado para acompanhar a noz-pecã
Por isso, produtores e compradores devem acompanhar dados de safra, movimentos de exportação e sinais de consumo. Plataformas setoriais como o Classifrutas contribuem ao organizar informações de mercado e facilitar conexões comerciais no setor FLV.
A noz-pecã brasileira entra, portanto, em uma etapa de maior visibilidade. Se a cadeia mantiver qualidade, regularidade e acesso a mercados, a cultura tende a ocupar espaço mais relevante na diversificação agrícola do Sul do país.




