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Manga e uva exigem manejo constante no Vale

Classifrutas4 min de leitura

manga e uva no Vale do São Francisco

Produção forte aumenta exigência no campo

O polo Petrolina/Juazeiro mantém manga e uva entre suas principais culturas, em uma cadeia que gera cerca de 156 mil empregos no Vale do São Francisco. A região, localizada entre Pernambuco e Bahia, consolidou-se como um dos principais centros da fruticultura irrigada brasileira.

Além disso, a combinação de irrigação, altas temperaturas, baixa umidade e manejo técnico permite produzir ao longo do ano. Esse diferencial favorece a programação de colheitas e amplia a presença das frutas nos mercados interno e externo.

No entanto, a regularidade produtiva também aumenta a pressão sobre as lavouras. Por isso, o controle fitossanitário tornou-se parte central da rotina de produtores de manga e uva no Vale do São Francisco.

Números mostram o peso da fruticultura irrigada

Segundo dados citados pela Abrafrutas, com base em informações divulgadas pela Codevasf, os projetos públicos de irrigação em Pernambuco produziram cerca de 914 mil toneladas de produtos agrícolas em 2024. A área cultivada chegou a 25,8 mil hectares.

O valor bruto da produção nesses projetos alcançou aproximadamente R$ 4,8 bilhões. Nesse contexto, uva e manga aparecem entre as culturas de maior relevância econômica para a região.

Cotações de manga e uva no mercado FLV

A movimentação também seguiu intensa em 2025. Durante os plantões de Natal e Ano-Novo, a Adagro emitiu 844 Permissões de Trânsito de Vegetais para apoiar a continuidade das exportações de mais de 3,7 mil toneladas de frutas do Vale, especialmente manga e uva.

Exportação amplia rigor fitossanitário

A presença no mercado externo exige atenção redobrada aos protocolos de sanidade vegetal. Em setembro de 2025, a Adagro realizou uma operação em 20 propriedades produtoras de manga em Petrolina.

De acordo com as informações divulgadas, a ação acompanhou o cumprimento dos protocolos fitossanitários da safra 2025/2026 destinada aos Estados Unidos. O foco foi o monitoramento e o controle da mosca-das-frutas, conforme requisitos estabelecidos entre os dois países.

Para quem acompanha o mercado pelo Classifrutas, esse ponto é relevante. Afinal, exigências sanitárias influenciam o fluxo comercial, a disponibilidade de produto e a capacidade de atender compradores em diferentes destinos.

Principais desafios nas lavouras

Embora a mosca-das-frutas tenha grande importância na manga destinada à exportação, o manejo fitossanitário envolve outros organismos. Assim, o acompanhamento precisa ser contínuo durante o ciclo produtivo.

  • Na uva, a cigarrinha exige monitoramento frequente, especialmente em fases sensíveis da cultura.
  • O ácaro-vermelho também demanda atenção nos parreirais, pois pode ocorrer em diferentes fases do ciclo da praga.
  • Na manga, o controle fitossanitário é decisivo para preservar sanidade, qualidade e conformidade comercial.

Portanto, o manejo integrado segue como uma prática estratégica. Ele combina observação de campo, planejamento, ferramentas auxiliares e cumprimento dos protocolos exigidos por cada mercado.

Ofertas de manga e uva para acompanhar a safra

Ferramentas auxiliares ganham espaço

Entre as soluções citadas na notícia original está o Hapan, adjuvante desenvolvido pela Hydroplan-EB. Segundo a empresa, o produto é formulado com óleos essenciais naturais, possui certificação IBD e pode ser usado da frutificação à maturação dos frutos.

A Hydroplan-EB informa que a tecnologia já vem sendo utilizada em cultivos de uva no Vale do São Francisco e começa a entrar em áreas de manga. A empresa relata atuação auxiliar no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho nos parreirais.

“O adjuvante, formulado com óleos essenciais especiais, entra como uma ferramenta auxiliar no controle das principais pragas. Na uva, temos observado resultados principalmente no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Esse trabalho é importante durante todo o desenvolvimento da cultura e ganha atenção da frutificação até a colheita. Na manga, também estamos iniciando a utilização da tecnologia nas áreas de cultivo do Vale”, afirma João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB.

Como se trata de uma informação de empresa fornecedora, os resultados devem ser interpretados dentro desse contexto. Ainda assim, o caso mostra como tecnologias de apoio vêm sendo incorporadas ao manejo em regiões exportadoras.

O que isso sinaliza para o mercado FLV

A produção de manga e uva no Vale do São Francisco depende de uma combinação entre irrigação, planejamento e controle fitossanitário. Além disso, a exportação reforça a necessidade de rastreabilidade, qualidade e conformidade com padrões específicos.

Negociações de manga e uva no Vale do São Francisco

Para produtores, compradores, distribuidores e varejistas, o tema vai além da lavoura. Afinal, problemas fitossanitários podem afetar oferta, calendário de embarques, negociações e acesso a mercados mais exigentes.

Assim, acompanhar dados oficiais, ações de defesa agropecuária e movimentações do setor ajuda a interpretar melhor o comportamento comercial das frutas. Esse é um dos pontos centrais para quem utiliza informações de mercado no ambiente do Classifrutas.

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