Evento reforça pressão por gestão mais eficiente
A terceira edição do Titans do Agro Experience reuniu 70 líderes de revendas e distribuidoras de insumos em Uberlândia (MG), em 17 de setembro, para discutir mudanças que já afetam a gestão no agro.
Segundo reportagem da Campo & Negócios, o encontro promovido pela VIASOFT tratou de reforma tributária, crédito, governança, vendas e inteligência artificial. Embora o evento tenha foco em insumos, os temas também dialogam com empresas do setor FLV, que lidam com margens apertadas, alta perecibilidade e operações intensivas em controle.
Além disso, o cenário descrito no evento mostra uma mudança importante. A gestão no agro deixou de ser apenas administrativa. Agora, ela envolve dados, processos, tecnologia e capacidade de decisão em ambientes mais instáveis.
Reforma tributária aumenta a atenção sobre processos
A reforma tributária foi um dos temas centrais do encontro. De acordo com a cobertura da Campo & Negócios, a discussão não ficou restrita à área fiscal. Ela também abordou riscos, compliance, governança e proteção de margens.
Para distribuidoras, atacadistas e varejistas de hortifrutigranjeiros, esse ponto é sensível. Afinal, mudanças tributárias costumam impactar cadastros, emissão de documentos fiscais, formação de preço e controle de créditos.
Controle fiscal em cadastros, notas e créditos
Portanto, a eficiência depende de processos consistentes. Nesse contexto, sistemas de gestão e rotinas bem documentadas ganham peso na operação. A Iceasa Sistemas acompanha esse debate de perto, pois a organização fiscal e operacional é parte relevante da rotina de empresas FLV.
Crédito mais seletivo coloca governança no centro
Outro tema destacado foi o crédito. Em um ambiente de maior seletividade, a governança passa a influenciar a sustentabilidade das operações. Isso vale para revendas de insumos, mas também para empresas que compram, armazenam, distribuem e vendem alimentos perecíveis.
Segundo a reportagem, o painel sobre crédito e governança tratou de garantias, gestão de risco e estruturação financeira. Assim, a pauta reforça uma realidade comum no setor: empresas com informações mais organizadas tendem a enxergar melhor seus limites e compromissos.
Entre os pontos mais relacionados à gestão operacional, destacam-se:
- controle mais claro de contas a pagar e a receber;
- histórico confiável de compras, vendas e margens;
- indicadores para acompanhar inadimplência e prazos;
- governança sobre crédito concedido a clientes;
- visão integrada entre financeiro, comercial e estoque.
Vendas precisam de previsibilidade e método
A pressão sobre margens também levou o processo comercial ao centro da programação. O evento discutiu pipeline, conversão, previsibilidade e formação de equipes, conforme informou a Campo & Negócios.
Integração entre financeiro, comercial e estoque
No FLV, essa discussão é ainda mais prática. Produtos perecíveis exigem decisões rápidas, mas essas decisões não podem depender apenas de percepção individual. Além disso, a variação de demanda, o giro do estoque e as perdas influenciam diretamente o resultado.
Por isso, a gestão comercial precisa conversar com a operação. Quando compras, vendas e estoque trabalham com informações desconectadas, aumentam os riscos de ruptura, sobra e perda de margem.
Inteligência artificial entra na pauta da gestão
A inteligência artificial também foi apresentada como eixo estratégico do evento. Segundo a reportagem, o painel abordou automação, produtividade, eficiência operacional, dados e aplicações práticas da IA no agronegócio.
O CEO da VIASOFT, Fábio Scabeni, defendeu que a tecnologia deve ampliar a capacidade humana, sem substituir o julgamento das pessoas. Essa visão é relevante para gestores que precisam decidir com responsabilidade, especialmente em cadeias complexas.
“Se esse empresário tiver essa noção e, principalmente, a ação de ‘quero fazer uso dessa solução’, a empresa prospera muito mais do que tentando fazer sozinho.”
No setor FLV, a IA tende a ganhar espaço quando está associada a dados confiáveis. No entanto, ela depende de bases organizadas. Sem registros consistentes de estoque, compras, vendas, perdas e entregas, a tecnologia perde capacidade de gerar leitura útil.
Bases organizadas para uso de dados e IA no FLV
Excesso de informação exige gestão mais estruturada
O evento também chamou atenção para o excesso de informação. Reforma tributária, novas gerações, mudanças regulatórias e transformação digital chegam ao mesmo tempo. Assim, o gestor precisa filtrar prioridades.
Essa realidade se aproxima da rotina de atacadistas, distribuidores e varejistas de FLV. Afinal, a operação combina preço, qualidade, logística, sazonalidade, validade e relacionamento comercial. Portanto, decisões mal informadas podem gerar perdas rápidas.
Nesse cenário, alguns temas passam a merecer acompanhamento constante:
- padronização de processos fiscais e operacionais;
- integração entre áreas comercial, financeira e logística;
- uso de dados para acompanhar produtividade e margem;
- controle de estoque com foco em giro e perdas;
- automação de rotinas repetitivas e sujeitas a erro.
O que a pauta sinaliza para empresas FLV
A cobertura do Titans do Agro indica que a gestão no agro está entrando em uma fase mais técnica e orientada por dados. Além disso, mostra que tecnologia, crédito, tributação e vendas não podem ser tratados como áreas isoladas.
Para empresas de hortifrutigranjeiros, a mensagem é clara. A competitividade depende menos de ações pontuais e mais da capacidade de organizar informações, reduzir retrabalho e tomar decisões com base em indicadores.
Indicadores para reduzir retrabalho na gestão FLV
Assim, o debate reforça uma tendência já percebida por empresas atendidas pela Iceasa Sistemas: operações mais eficientes nascem da combinação entre processo, tecnologia e leitura gerencial. Em um mercado de margens pressionadas, essa combinação tende a ser cada vez mais decisiva.
