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Bicudo-do-abacateiro ameaça pomares no Brasil

Classifrutas3 min de leitura

bicudo-do-abacateiro

Brasil é o terceiro maior produtor mundial de abacate

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de abacate, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mas pragas como o bicudo-do-abacateiro podem comprometer produtividade e qualidade comercial.

Embora o mercado brasileiro ainda seja voltado principalmente ao consumo interno, a cadeia busca ampliar presença no exterior. Portanto, a sanidade dos pomares ganha peso estratégico para produtores, compradores e distribuidores.

No contexto acompanhado pelo Classifrutas, problemas fitossanitários em culturas relevantes do FLV podem afetar oferta, padrão de classificação e regularidade de abastecimento.

O que é o bicudo-do-abacateiro

O bicudo-do-abacateiro, identificado como Heilipus catagraphus ou Heilus spp., pertence ao grupo dos carunchos e coleobrocas. Esse inseto é considerado uma das principais ameaças à abacaticultura.

A praga provoca lesões no tronco, abre galerias internas e pode causar seca de galhos. Além disso, o dano estrutural reduz o vigor das plantas e aumenta o risco de perdas nas safras.

Cotações do abacate diante de perdas nos pomares

Fatores que favorecem a praga

O avanço do inseto está ligado a condições ambientais e falhas de manejo. Assim, o monitoramento do pomar deve considerar tanto o clima quanto a limpeza da área produtiva.

  • Temperatura favorável ao desenvolvimento do inseto;
  • Umidade relativa do ar elevada;
  • Maior volume de chuva em determinados períodos;
  • Presença de frutos caídos ou infectados;
  • Acúmulo de restos de poda e restos culturais.

Quando esses fatores aparecem juntos, o ambiente se torna mais propício à reprodução do parasita. Por isso, a prevenção costuma ser mais eficiente do que ações tardias.

Manejo integrado é a principal orientação

De acordo com Fábio Kagi, gerente de assuntos regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o combate deve seguir os princípios do manejo integrado de pragas.

“A prevenção começa com o acompanhamento periódico do pomar, utilizando armadilhas para insetos, com o objetivo de identificar a presença e o nível populacional”, afirmou Fábio Kagi, do Sindiveg.

Além do acompanhamento, práticas simples ajudam a reduzir abrigos para os insetos. No entanto, elas precisam ser mantidas ao longo do ciclo produtivo.

  • Catação de frutos caídos;
  • Descarte adequado de frutos atacados;
  • Retirada correta de restos de poda;
  • Manutenção de copas iluminadas;
  • Melhoria da circulação de ar no pomar.

Uso de defensivos deve seguir registro e orientação técnica

Segundo as recomendações citadas na notícia, os defensivos utilizados devem ser exclusivamente aqueles registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Além disso, a aplicação precisa seguir a bula e as normas de segurança.

Ofertas de abacate durante o manejo fitossanitário

A orientação de engenheiro agrônomo ou profissional capacitado é essencial para definir estratégia, dose e momento de aplicação. Dessa forma, o produtor reduz riscos e evita práticas inadequadas.

Também é possível avaliar produtos biológicos dentro do manejo integrado. Porém, essa decisão depende das condições do pomar, da pressão da praga e das recomendações técnicas para a cultura.

Por que o tema importa para o mercado de abacate

A presença do bicudo-do-abacateiro não afeta apenas a planta. Ela pode impactar volume colhido, aparência da fruta e regularidade da oferta ao mercado.

Para uma cadeia que busca ampliar espaço externo, a qualidade comercial é um fator decisivo. Portanto, o controle fitossanitário ajuda a proteger a competitividade do abacate brasileiro.

Para compradores, distribuidores e varejistas, acompanhar esse tipo de risco também melhora a leitura de mercado. Afinal, problemas no campo podem influenciar disponibilidade, padrão de fruta e negociações ao longo da safra.

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