Regulação e tecnologia entram no centro da competitividade
A previsibilidade regulatória foi apontada como fator decisivo para acelerar a inovação no agro e sustentar a competitividade brasileira. A avaliação foi feita durante o painel “A indústria que revoluciona o Agro”, no Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG e pela B3, segundo a Campo & Negócios.
Embora o debate tenha tratado do agronegócio de forma ampla, o tema também alcança empresas de hortifrutigranjeiros. Afinal, distribuidores, atacadistas e varejistas de FLV dependem cada vez mais de tecnologia, processos rastreáveis e adaptação rápida às novas exigências do mercado.
Por que a previsibilidade importa para investir
Especialistas do painel destacaram que regras claras ajudam empresas a planejar investimentos. Além disso, reduzem incertezas sobre o uso de novas tecnologias, produtos e processos.
A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, relacionou marcos legais, proteção de cultivares e inovação ao estímulo para novos investimentos tecnológicos.
“Marcos legais, proteção de cultivares, inovação e previsibilidade regulatória são fundamentais para estimular investimentos das empresas que desenvolvem novas tecnologias”, afirmou Ana Repezza, presidente da CropLife Brasil, segundo a Campo & Negócios.
No campo, essa discussão aparece no acesso a novas soluções produtivas. Já nas empresas de FLV, ela se reflete na necessidade de organizar dados, documentos fiscais, controles operacionais e informações de estoque com mais precisão.
O impacto para empresas de FLV
Quando a cadeia produtiva adota novas tecnologias, a operação comercial também precisa acompanhar. Portanto, a gestão deixa de ser apenas administrativa e passa a ser parte da competitividade.
Entre os pontos mais sensíveis para distribuidoras, atacadistas e varejistas estão:
- controle de estoque por lote, validade e giro;
- emissão correta de documentos fiscais;
- registro de entradas, saídas, perdas e devoluções;
- integração entre compras, vendas e logística;
- uso de dados para apoiar decisões operacionais.
Nesse contexto, sistemas de gestão voltados ao setor, como os utilizados por clientes da Iceasa, ganham relevância. Eles ajudam a transformar rotinas dispersas em processos mais consistentes e auditáveis.
Velocidade de adoção tecnológica ganha peso
Outro ponto do painel foi a velocidade de incorporação de novas soluções. Gustavo Mariano, vice-presidente da Inpasa, associou essa capacidade ao futuro da agroindústria.
“A velocidade de adoção de tecnologias para a melhoria dos processos é o caminho para uma agroindústria forte”, disse Gustavo Mariano, vice-presidente da Inpasa, conforme a Campo & Negócios.
Para o setor de FLV, essa velocidade não significa adotar tecnologia sem critério. Pelo contrário, exige processos claros, equipes treinadas e informações confiáveis para que a automação gere ganho real de produtividade.
Inteligência artificial exige base de dados e pessoas
O debate também tratou de inteligência artificial. Gastón Díaz Pérez, presidente e CEO da Bosch América Latina, afirmou que o desafio não está apenas em criar modelos, mas em aplicá-los bem.
“Os modelos preditivos baseados em IA precisam estar associados à qualificação profissional, pois sem pessoas qualificadas, não existe o suporte humano necessário para conduzir a inteligência artificial”, afirmou Gastón Díaz Pérez, presidente e CEO da Bosch América Latina, segundo a Campo & Negócios.
Esse ponto é especialmente importante para negócios de FLV. Afinal, previsões de demanda, compras mais ajustadas e redução de perdas dependem de dados bem registrados e de profissionais capazes de interpretar as informações.
Gestão preparada reduz riscos operacionais
A mensagem central do painel é clara: inovação exige ambiente regulatório previsível. Porém, também exige empresas preparadas para responder às mudanças com organização interna.
No FLV, isso passa por gestão fiscal, controle de estoque, padronização de processos e integração entre áreas. Assim, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a sustentar decisões mais rápidas, seguras e competitivas.




