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Controle remoto de etileno avança no FLV

Iceasa4 min de leitura

controle remoto de etileno

Nova tecnologia conecta a aplicação de etileno

A Catalytic Generators anunciou uma nova versão sem fio do SmartRipe, sistema criado para monitorar e controlar remotamente a aplicação de etileno em operações comerciais de amadurecimento de frutas. Segundo notícia publicada pelo Jornal da Fruta, a solução deve estar disponível mundialmente no início de 2027.

O recurso foi desenvolvido para amadurecedores comerciais que trabalham com frutas como bananas, abacates e outras frutas tropicais. Além disso, a plataforma permite acompanhar geradores de etileno por aplicativo ou navegador web.

Na prática, o sistema leva para uma interface digital dados que antes dependiam de checagem física nas câmaras. Portanto, a novidade reforça uma tendência importante no FLV: mais visibilidade operacional em etapas críticas da cadeia.

O que o SmartRipe permite monitorar

De acordo com a Catalytic Generators, o SmartRipe conecta geradores de etileno a uma plataforma segura em nuvem. Assim, os operadores podem acompanhar o status dos equipamentos em tempo real.

  • Status operacional e configurações do gerador.
  • Início, fim ou interrupção da aplicação de etileno.
  • Níveis do reservatório de Ethy-Gen II.
  • Taxas atuais de conversão de etileno.
  • Alertas por aplicativo, mensagem de texto ou e-mail.

O sistema também permite alterar remotamente a taxa de produção de etileno. Além disso, pode informar problemas como falha no gerador ou reservatório vazio.

Os responsáveis pelo amadurecimento não deveriam ter que verificar fisicamente uma câmara de amadurecimento para saber se a aplicação de etileno está dentro do planejado. — Greg Akins, presidente e CEO da Catalytic Generators.

Por que isso importa para operações de frutas

O etileno tem papel central no amadurecimento comercial de frutas. No entanto, o controle dessa etapa costuma exigir rotinas presenciais, especialmente em operações com várias câmaras.

Controle operacional em câmaras de amadurecimento

Com o monitoramento remoto, o operador pode reduzir a dependência de verificações manuais. Assim, ganha mais agilidade para identificar desvios e acompanhar diferentes salas a partir de uma única plataforma.

Outro ponto relevante é a identificação automática da sala onde o gerador está operando. Se um equipamento for transferido, por exemplo, de uma sala para outra, o sistema detecta a mudança e atualiza a localização no aplicativo.

Conectividade sem fio para câmaras de amadurecimento

A nova geração do SmartRipe usa tecnologia LoRa sub-GHz, segundo a empresa. Essa escolha busca superar uma limitação comum em armazéns frigoríficos e salas de amadurecimento: barreiras físicas que dificultam conexões tradicionais.

Ao contrário do Wi-Fi convencional, o LoRa usa comprimentos de onda mais longos. Dessa forma, tende a atravessar melhor paredes, isolamento denso e estruturas metálicas presentes nesses ambientes.

Integração de dados em ambientes com estrutura metálica

A Catalytic Generators informa ainda que a versão anterior dependia de conexões com fio. Portanto, a nova arquitetura sem fio amplia a viabilidade de instalação em operações que não contam com Ethernet nas salas.

Integração com gestão e controles existentes

O SmartRipe pode operar sem sensor de etileno, pois monitora o gerador e a aplicação. Por outro lado, quando a instalação usa sensores confiáveis, a integração pode apoiar a automação da taxa de produção de etileno.

A empresa também afirma que pode trabalhar com construtores de câmaras e integradores de sistemas. Assim, as informações do gerador podem ser incorporadas aos controles já existentes nas estruturas de amadurecimento.

Para gestores do FLV, esse tipo de dado operacional tende a ganhar valor quando conectado a rotinas de gestão. Nesse contexto, soluções como a Iceasa ajudam empresas do setor a enxergar processos, estoques e fluxos operacionais com mais organização.

Disponibilidade e alcance da tecnologia

Segundo a Catalytic Generators, o SmartRipe será oferecido para sua linha de geradores, incluindo Easy-Ripe, Auto-Ripe, CRS e gerador especializado para frutas cítricas. Além disso, poderá ser adaptado a unidades mais antigas, embora a empresa recomende modelos recentes para maior aproveitamento.

Gestão de equipamentos entre unidades antigas e recentes

A disponibilidade mundial está prevista para o início de 2027. Portanto, a tecnologia ainda depende do cronograma comercial informado pela fabricante.

Mais do que substituir o processo de amadurecimento, a novidade adiciona conectividade, alertas e controle remoto a uma etapa já consolidada. Assim, o avanço aponta para operações de frutas mais monitoradas, integradas e orientadas por dados.

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