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Aquicultura debate monitoramento ambiental

Iceasa4 min de leitura

monitoramento ambiental da aquicultura

Workshop discutirá novas regras e tecnologias ambientais

O III Workshop Nacional de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura será realizado nos dias 4 e 5 de novembro de 2026, em Brasília, com foco em licenciamento, monitoramento e novas diretrizes do Conama.

Segundo informações publicadas pela Campo & Negócios, o encontro ocorrerá no Ministério da Pesca e Aquicultura. Além disso, reunirá pesquisadores, órgãos ambientais e representantes do setor produtivo.

O tema central será a proposta de uma nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente. A norma deverá substituir a Resolução Conama nº 413/2009, que trata do licenciamento ambiental da aquicultura.

Por que o tema importa para a gestão produtiva

Embora o debate esteja concentrado na aquicultura, a pauta reforça uma tendência mais ampla nas cadeias de alimentos: decisões operacionais cada vez mais apoiadas em dados ambientais, rastreabilidade e padronização de processos.

Para empresas que atuam com alimentos perecíveis e operações reguladas, como as acompanhadas pela Iceasa Sistemas, o avanço de práticas de monitoramento mostra a importância da gestão integrada. Assim, tecnologia, documentação e controle operacional passam a caminhar juntos.

Gestão integrada de documentos e controle operacional

O workshop também deve discutir como evidências científicas podem apoiar exigências ambientais. Portanto, o encontro tem relação direta com governança, conformidade e planejamento produtivo.

Principais temas da programação

A programação reunirá estudos de campo, ferramentas digitais e debates regulatórios. Entre os principais pontos previstos estão:

  • licenciamento ambiental da aquicultura em águas da União;
  • monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos;
  • piscicultura em tanques-rede e maricultura;
  • uso de tecnologias para acompanhamento ambiental em alta frequência;
  • avaliação de impactos ambientais na produção de tilápia.

No primeiro dia, serão apresentados estudos em reservatórios como Castanhão, Ilha Solteira, Lajeado e Três Marias. Também haverá trabalhos sobre maricultura em Santa Catarina.

Monitoramento da água ganha destaque técnico

Um dos estudos previstos abordará o monitoramento limnológico do reservatório de Três Marias, em Minas Gerais. A pesquisa analisa a relação entre a piscicultura em tanques-rede, a água e os sedimentos.

Além dos parâmetros físico-químicos, o trabalho usa a comunidade macrobentônica como bioindicadora. Ou seja, organismos associados ao fundo dos ambientes aquáticos ajudam a indicar as condições ambientais.

“O interesse pelo papel da comunidade bentônica como bioindicadora dos impactos da aquicultura vem crescendo, e algumas certificadoras já solicitam a inclusão destes organismos em seus relatórios.”

— Mariana Silveira Moura e Silva, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

Esse tipo de abordagem amplia a visão sobre os impactos da produção. Além disso, contribui para relatórios técnicos mais completos e para processos de licenciamento mais bem fundamentados.

Organização de relatórios técnicos e registros regulatórios

Tecnologia e dados na gestão ambiental

No segundo dia, o foco será o desenvolvimento de ferramentas e metodologias para monitoramento ambiental. Entre os temas citados estão o AquaOn Plus e painéis limnológicos para acompanhamento contínuo de reservatórios.

A programação também inclui a aplicação da Avaliação do Ciclo de Vida na produção brasileira de tilápia em tanques-rede. Essa metodologia permite analisar impactos ambientais em diferentes etapas do sistema produtivo.

“Será uma oportunidade de mostrar os progressos e obstáculos na avaliação do sistema de produção com base em evidências fundamentadas na metodologia ACV.”

— Marcos Losekann, pesquisador

Na prática, esse debate reforça o papel dos dados na gestão. Portanto, empresas do setor de alimentos tendem a observar com atenção temas como indicadores, registros, auditoria e integração de informações.

Nova resolução do Conama estará no centro do debate

A revisão das normas ambientais será um dos pontos mais relevantes do evento. A proposta de nova resolução do Conama será discutida por representantes de órgãos estaduais de meio ambiente.

Controle de processos diante de mudanças regulatórias

O objetivo será reunir contribuições sobre análise, acompanhamento e fiscalização de empreendimentos aquícolas. Além disso, o debate poderá apontar caminhos para maior padronização entre estados.

O encontro também marcará o lançamento do Boletim de Aquicultura em Águas da União – 2025. A publicação deverá reunir dados produtivos e apoiar produtores, gestores públicos e pesquisadores.

Assim, o workshop combina ciência, regulação e gestão ambiental. Para cadeias produtivas que dependem de eficiência e controle, o tema reforça uma mensagem clara: processos bem documentados tendem a ganhar mais relevância em ambientes regulatórios complexos.

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