Vírus identificado em SP reduz cancro cítrico em até 60%

Home > Blog

Vírus do interior de São Paulo pode revolucionar controle do cancro cítrico

Uma linhagem de vírus isolada em pomares paulistas mostrou capacidade de reduzir em até 60% as lesões causadas pelo cancro cítrico em laranjeiras, sinalizando avanços relevantes para a proteção das culturas de laranja, limão e tangerina.

A doença bacteriana provoca manchas marrons nas folhas e frutos, comprometendo diretamente a qualidade e produtividade das safras. Esse cenário traz prejuízos significativos para produtores e demais elos da cadeia do setor de frutas e hortaliças.

Pesquisa e descobertas científicas

O estudo, em parceria entre a Unesp, o Fundecitrus e a Universidade Metropolitana de Manchester (Reino Unido), foi publicado em Microbial Genomics e investigou 72 variedades de bacteriófagos — vírus que infectam bactérias — presentes em doze propriedades rurais do interior paulista.

O bacteriófago P27 destacou-se por sua capacidade de infectar e eliminar a bactéria Xanthomonas citri, causadora do cancro cítrico, sem prejudicar outros organismos do meio ambiente.

Implicações para o mercado e agricultura sustentável

Essa descoberta representa uma alternativa promissora para reduzir a dependência dos defensivos tradicionais à base de cobre, que podem impactar negativamente o solo e o equilíbrio ambiental.

consultar cotações e ofertas para defensivos e manejo sustentável

Os pesquisadores ressaltam que, embora testes em estufa confirmem o potencial do vírus na diminuição das lesões, desafios como a sensibilidade do bacteriófago à radiação ultravioleta ainda precisam ser superados para a aplicação em campo.

Atualmente, estratégias para proteger os vírus da luz solar e evitar que as bactérias desenvolvam resistência estão sendo desenvolvidas, indicando perspectivas para formulações seguras e eficazes de biopesticidas.

Resistência bacteriana e estabilidade genética

Os experimentos mostraram que cem das 122 linhagens de Xanthomonas citri analisadas foram suscetíveis aos fagos, enquanto 21 exibiram resistência completa e uma resistência variável.

A bactéria apresenta uma genética bastante uniforme no estado de São Paulo, o que facilita o uso de uma linhagem viral, como o P27, para atacar a maioria das bactérias no campo.

Considerações finais

A implementação desse vírus como ferramenta de controle de cancro cítrico pode transformar o manejo agrícola das culturas cítricas, beneficiando produtores, distribuidores e demais agentes do mercado de frutas.

acompanhamento de mercado e conexões para gestão do controle do cancro cítrico

Além disso, o avanço da biotecnologia abre caminho para alternativas mais sustentáveis e eficazes na proteção dos pomares, alinhando produtividade e responsabilidade ambiental.

Post anterior
Próximo post

© 2026 ICEASA. Todos os direitos reservados.

ICEASA — a inteligência que faz o hortifruti girar