Cacau fecha a semana em forte queda
Os preços do cacau tiveram forte queda na semana, com recuo de 11% em Nova York, segundo informações da Reuters publicadas pelo Notícias Agrícolas.
Em Londres, o cacau também perdeu força. O contrato fechou em queda de £318, ou 7,5%, a £3.934 por tonelada métrica. Além disso, acumulou baixa de 9% na semana.
Segundo a reportagem, um corretor afirmou que o excedente da safra pressionou as cotações. No entanto, o mercado também avalia se a alta recente dos preços reduziu a demanda no terceiro trimestre.
Oferta na África Ocidental pesa no mercado
As chuvas na África Ocidental foram escassas recentemente. Ainda assim, o mercado espera aumento dos estoques nos portos com o início da nova safra.
Na Costa do Marfim, os embarques de cacau devem acelerar nas próximas semanas. O país informou que quase 26.000 toneladas chegaram aos portos entre 1º e 13 de setembro.
Cotações e ofertas de cacau no mercado FLV
Além disso, um novo sistema de comercialização entrou em vigor no país. Esse fator tende a ser acompanhado de perto por compradores, tradings e agentes que monitoram a formação de preços internacionais.
Açúcar recua para mínima de três semanas
O açúcar bruto também fechou em queda. O contrato caiu 0,06 centavo, ou 0,3%, para 17,36 centavos de dólar por libra-peso.
Durante a sessão, a commodity tocou 17,34 centavos, menor nível em três semanas. Portanto, a semana terminou com baixa acumulada de 4,3%.
- O petróleo mais fraco incentiva usinas a direcionar mais cana para açúcar e menos para etanol.
- As chuvas no Brasil devem diminuir nos próximos dez dias, segundo corretores citados pela Reuters.
- As importações chinesas de açúcar em agosto caíram 13,5%, para 650.000 toneladas.
- Na Índia, o limite de estoque para grandes consumidores passou de 15 para 30 dias.
Por outro lado, o açúcar branco ficou praticamente estável. O contrato encerrou a US$508,80 por tonelada.
Café arábica reage, mas segue pressionado
O café arábica avançou 4 centavos, ou 1,4%, e fechou a US$2,805 por libra-peso. Foi o primeiro ganho em quatro pregões.
Movimento do café arábica nas cotações do setor
No entanto, o contrato chegou antes a US$2,7505, menor nível em dois meses e meio. Na semana, o arábica ainda acumulou queda de 1,8%.
Segundo a Reuters, o café segue pressionado por três fatores principais:
- aumento dos estoques certificados de arábica na ICE;
- crescimento das exportações brasileiras;
- condições climáticas favoráveis no Brasil e no Vietnã.
Os estoques de arábica na ICE subiram 10.528 sacas na sexta-feira. Assim, chegaram a 258.415 sacas. Já o robusta ficou praticamente inalterado, a US$3.396 por tonelada.
Leitura para o mercado agrícola
Para quem acompanha o mercado pelo Classifrutas, o movimento mostra como oferta, clima, estoques e demanda seguem influenciando commodities agrícolas. Além disso, reforça a importância de observar os fundamentos antes de interpretar oscilações diárias.
No caso do cacau, a pressão veio da expectativa de maior disponibilidade. No açúcar, o câmbio entre produção de açúcar e etanol segue ligado ao petróleo e à moagem no Brasil. Já no café, os estoques e o clima favorável limitaram a recuperação.
Acompanhar cacau, açúcar e café nas negociações
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