Avanços na conservação de maçãs com tecnologia 1-MCP
Um estudo conduzido pelo Laboratório de Fisiologia e Tecnologia Pós-Colheita da Udesc Lages demonstrou efeitos positivos da aplicação do hormônio 1-MCP na conservação de maçãs. Os experimentos, feitos com as variedades Galaxy e Fuji Suprema, avaliaram a manutenção da qualidade dos frutos por até oito meses.
Metodologia inovadora de aplicação
Ao contrário do método tradicional, que aplica o produto em pó dentro das câmaras de armazenamento, pesquisadores testaram um sistema no qual o gás gerado externamente é conduzido até as câmaras. Essa técnica permite monitorar e ajustar doses em tempo real, inclusive após iniciar a atmosfera controlada no ambiente.
Benefícios observados no armazenamento
Os tratamentos com 1-MCP resultaram em redução da produção de etileno e da taxa respiratória das maçãs, retardando o amadurecimento e a deterioração. Além disso, observou-se maior preservação da firmeza, crocância, sólidos solúveis e acidez titulável, indicadores importantes da qualidade organoléptica.
Redução de perdas e distúrbios
A aplicação externa de 1-MCP também reduziu perdas por podridões e evitaram distúrbios fisiológicos, como escaldadura e bitter pit, que comprometem aspectos visuais e internos dos frutos durante armazenagens prolongadas.
Impactos para o setor produtivo
A pesquisa, realizada a partir de uma demanda da Aruá Comércio e Serviços Ltda., pode contribuir para ampliar a oferta de produtos comerciais à base de 1-MCP no Brasil, trazendo potencial para redução de custos em tratamentos e melhor conservação das maçãs por distribuidores e armazenadores.
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Pesquisa aplicada e formação acadêmica
Além dos avanços técnicos, o estudo reforçou a importância da colaboração entre universidade e indústria para gerar soluções práticas. Estudantes de agronomia participaram ativamente, promovendo a integração entre teoria e mercado e preparando novos profissionais para o setor de pós-colheita.
