Preço da manga cai pela quarta semana no Vale
O preço da manga palmer recuou pela quarta semana no Vale do São Francisco (BA/PE), enquanto a tommy também seguiu em queda, segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea em levantamento divulgado pelo Notícias Agrícolas.
Entre 17 e 21 de agosto de 2026, a manga palmer foi cotada a R$ 2,76/kg no Vale, queda de 7% frente à semana anterior. Já a tommy foi negociada a R$ 2,81/kg, com desvalorização de 14%.
Além disso, o mercado começou a sentir maior presença de frutas nos pomares. Embora a oferta ainda esteja relativamente controlada, a disponibilidade já aparece mais elevada do que nos últimos meses.
Livramento de Nossa Senhora também registra baixa
Em Livramento de Nossa Senhora (BA), o movimento foi semelhante. A tommy ficou em R$ 2,69/kg, com baixa de 14%. Por outro lado, a palmer foi cotada a R$ 2,67/kg, recuo de 13%.
Esse comportamento reforça uma leitura importante para o mercado de FLV. Quando a oferta avança em mais de uma praça produtora, a pressão sobre as cotações tende a ganhar consistência, mesmo sem excesso expressivo de fruta.
Cotações da manga nas principais praças produtoras
Oferta e maturação explicam parte da pressão
De acordo com o levantamento, dois fatores ajudaram a explicar a desvalorização recente. O primeiro foi o aumento gradual da disponibilidade da fruta. O segundo foi a presença de mangas com menor grau de maturação no mercado.
Na prática, esses elementos alteram a dinâmica comercial. Assim, compradores, distribuidores e varejistas passam a observar com mais atenção o equilíbrio entre volume, qualidade e velocidade de giro.
- Maior disponibilidade de mangas nos pomares frente aos últimos meses;
- Frutas menos maduras circulando no mercado nas últimas semanas;
- Queda simultânea nas variedades palmer e tommy em regiões relevantes da Bahia e de Pernambuco.
Para plataformas de conexão comercial como o Classifrutas, esse tipo de informação ajuda a contextualizar negociações. No entanto, cada operação depende de origem, padrão da fruta, logística e demanda local.
Exportações podem ajudar no escoamento
Para as próximas semanas, a evolução da oferta deve continuar entre os principais fatores de influência sobre o preço da manga. Porém, a partir de setembro, o ritmo das exportações tende a ganhar força, segundo a análise divulgada.
Se os embarques avançarem conforme esperado, as exportações podem contribuir para o escoamento da fruta. Portanto, esse movimento pode limitar uma pressão mais intensa sobre os preços no mercado interno.
Ofertas de manga e reflexos dos embarques no mercado
Ainda assim, o cenário exige acompanhamento contínuo. Afinal, clima, qualidade da colheita, câmbio, logística e demanda externa podem alterar o ritmo de comercialização ao longo da temporada.
O que observar no mercado da manga
O recuo atual não deve ser analisado apenas pelo preço semanal. Além disso, é importante observar a combinação entre oferta regional, maturação e capacidade de absorção pelos canais de venda.
- Volume disponível no Vale do São Francisco e em Livramento de Nossa Senhora;
- Qualidade e estágio de maturação das frutas ofertadas;
- Ritmo dos embarques para exportação a partir de setembro;
- Comportamento da demanda no atacado, no varejo e na distribuição.
Em um mercado sensível à sazonalidade, pequenas mudanças de oferta podem afetar rapidamente as cotações. Por isso, dados de fontes especializadas, como Hortifrúti/Cepea, seguem relevantes para leitura de curto prazo no setor hortifrúti.
