Curso de drones no campo amplia gestão rural

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Senar-SP lança formação para uso de drones no agro

O Senar-SP lançou o curso gratuito Pilotagem e Operações com Drone, com 24 horas de duração, para capacitar produtores, familiares e trabalhadores rurais no uso seguro da tecnologia no campo.

A iniciativa foi apresentada em Ribeirão Preto, durante o 4º Encontro Estadual das Mulheres do Agro. Segundo informações publicadas pelo Jornal da Fruta e pela Revista da Fruta, as turmas terão de oito a 12 participantes.

Além disso, o curso integra a estratégia do Sistema Faesp/Senar de aproximar pequenos e médios produtores de ferramentas digitais. Portanto, a pauta reforça uma tendência relevante para toda a cadeia FLV: tecnologia aplicada à gestão, produtividade e tomada de decisão.

Por que drones ganham espaço na gestão rural

Os drones deixaram de ser apenas equipamentos de imagem. Hoje, eles apoiam o planejamento das propriedades, o acompanhamento das lavouras e a coleta de dados para decisões operacionais mais precisas.

No setor de hortifrutigranjeiros, essa evolução é importante. Afinal, qualidade, regularidade de oferta e eficiência logística começam muito antes da chegada do produto ao atacado, à distribuidora ou ao varejo.

Da regularidade de oferta ao controle logístico

Entre os usos citados na capacitação estão:

  • geração de imagens para planejamento e acompanhamento do plantio;
  • avaliação de índices de vegetação;
  • monitoramento de rebanhos e áreas produtivas;
  • apoio no combate a incêndios;
  • pulverização agrícola, conforme a legislação aplicável.

Capacitação aborda operação, segurança e legislação

De acordo com o Senar-SP, o conteúdo parte dos fundamentos da tecnologia e avança para a operação prática. Assim, o participante aprende sobre modelos de drones, componentes, sensores e sistemas de navegação.

O programa também inclui normas da ANAC, DECEA, ANATEL e Mapa. Esse ponto é essencial, pois a adoção da tecnologia no campo depende de segurança operacional e conformidade regulatória.

Na parte prática, estão previstos:

  • inspeção e calibração dos equipamentos;
  • treinamento de pilotagem em simulador;
  • cadastro da aeronave;
  • avaliação das condições climáticas;
  • planejamento da missão;
  • solicitação de autorização de voo pelo SARPAS NG;
  • execução do voo e inspeção pós-voo.

“A tecnologia precisa chegar ao pequeno e médio produtor. Não basta falar em inovação: precisamos dar condições para que quem está no campo aprenda a utilizar essas ferramentas e consiga transformá-las em produtividade, redução de custos e renda.”

Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar

Impacto para produtividade e controle operacional

A adoção de drones pode reduzir o tempo de inspeção em campo e melhorar a precisão das informações. No entanto, o ganho depende de processos bem definidos e de equipes preparadas para interpretar os dados.

Como dados de inspeção entram na rotina operacional

Por isso, a capacitação tem valor estratégico. Ela ajuda produtores e trabalhadores rurais a transformar imagens, medições e registros em ações concretas de manejo, correção e planejamento.

Além disso, empresas da cadeia FLV podem se beneficiar indiretamente. Quando a produção melhora o controle sobre áreas, pragas, irrigação e aplicações, a gestão comercial tende a ter dados mais confiáveis sobre volume, qualidade e janela de entrega.

O que empresas FLV devem observar nessa tendência

Para atacadistas, distribuidores e varejistas, a tecnologia no campo não deve ser vista como um tema distante. Ela influencia previsibilidade, padronização e capacidade de resposta da cadeia.

Nesse contexto, soluções de gestão, como as desenvolvidas pela Iceasa para operações FLV, ganham ainda mais relevância quando conectadas a uma cultura de dados. Afinal, informação de campo só gera valor quando chega organizada aos processos de compra, estoque, venda e logística.

Assim, o avanço dos drones reforça uma mensagem central: tecnologia no agro não é apenas equipamento. É também capacitação, rotina operacional, análise de dados e integração entre produção e comercialização.

Integração entre produção, análise de dados e comercialização

Quem pode participar do curso

Segundo o Senar-SP, o curso não exige capacitação anterior. Porém, os participantes devem atender a requisitos mínimos de idade, escolaridade e familiaridade com tecnologia.

  • ter entre 18 e 65 anos;
  • ter ensino fundamental, anos iniciais, concluído;
  • possuir noções de informática;
  • apresentar condições compatíveis com a operação segura do equipamento.

Com a nova formação, o Senar-SP reforça a democratização da inovação no campo. Além disso, aproxima pequenos e médios produtores de tecnologias que podem apoiar uma agropecuária mais eficiente, conectada e sustentável.

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