Horta familiar cresce 700% e vira renda em MS

Home > Blog

Horticultura familiar ganha escala em Bataguassu

Uma horta familiar em Bataguassu/MS registrou crescimento estimado de 700% na produção e comercialização de hortaliças após receber assistência técnica continuada. O caso ocorreu no Assentamento Santa Clara, onde a produtora rural Eliane de Lima Gonçalves transformou uma área antes voltada ao consumo próprio em uma nova frente de renda.

Segundo informações divulgadas pelo Notícias Agrícolas, a mudança foi apoiada pelo projeto Nós do Campo, iniciativa ligada ao setor florestal. Além disso, a produtora passou a combinar horticultura, produção de leite e fabricação artesanal de queijos.

Para o mercado FLV, o caso mostra como pequenas áreas podem ganhar relevância comercial quando há planejamento, diversificação e acesso a canais de venda. Esse tipo de movimento também interessa a quem acompanha oportunidades locais de abastecimento, como faz o Classifrutas ao observar conexões entre produtores e compradores.

Da horta de consumo à comercialização

Antes da assistência técnica, a horticultura ocupava uma área reduzida e atendia principalmente à família. A propriedade tinha como atividade principal a pecuária leiteira, porém o rebanho apresentava baixa produtividade para leite, conforme o relato publicado.

Com a orientação recebida, a produtora passou a tratar a horta como uma atividade econômica. Assim, ampliou a área cultivada, diversificou as culturas e buscou canais mais próximos do consumidor final.

Cotações e ofertas para culturas de horta familiar

A área plantada saiu de cerca de 2,25 m² para 114 m². Portanto, a mudança envolveu não apenas mais espaço, mas também uma nova forma de organizar a produção e a venda.

Canais de venda ampliaram o alcance

O avanço comercial também ocorreu fora da lavoura. Eliane passou a usar redes sociais e grupos de WhatsApp para vender diretamente aos consumidores. Além disso, a produção entrou em programas institucionais de aquisição de alimentos.

Entre os principais fatores citados no caso estão:

  • ampliação da área de cultivo;
  • diversificação das hortaliças produzidas;
  • uso de canais digitais para venda direta;
  • participação em compras institucionais;
  • assistência técnica continuada na propriedade.

Esse conjunto reduziu a dependência de uma única fonte de receita. Por outro lado, também exigiu mais atenção à regularidade da oferta, ao relacionamento com compradores e à organização da rotina produtiva.

Produtora relata avanço nas vendas

No fim de 2025, conforme a notícia, Eliane iniciou as vendas com volume ainda pequeno. Depois, a comercialização de temperos e outros produtos ganhou escala.

“Comecei vendendo cerca de cinco maços de temperos por mês e hoje já comercializo mais de 40, além de outros produtos. Para quem começou com uma horta tão pequena, ver esse crescimento mostra que estamos no caminho certo.”

Eliane de Lima Gonçalves, produtora rural, em relato divulgado pelo Notícias Agrícolas

A fala resume uma mudança comum em pequenas propriedades que acessam assistência técnica e canais de mercado. No entanto, cada realidade depende de fatores locais, como demanda, logística, clima e capacidade de produção.

Mercado de temperos e hortaliças para pequenas propriedades

Diversificação reduz dependência de uma só atividade

Hoje, a renda da família vem de três frentes principais: leite, queijos artesanais e hortaliças. Assim, a propriedade passou a distribuir melhor suas fontes de receita.

A diversificação é relevante no setor de hortifrutigranjeiros porque as condições de mercado podem variar ao longo do ano. Além disso, hortaliças frescas exigem giro rápido, proximidade com compradores e boa leitura da demanda local.

Para produtores, distribuidores e varejistas, experiências como essa ajudam a entender a força dos mercados regionais. Também indicam que pequenos volumes, quando organizados, podem atender nichos de consumo, compras locais e programas públicos.

Assistência técnica como elo de mercado

O projeto Nós do Campo atribui o resultado à combinação entre orientação técnica e autonomia produtiva. A visão foi destacada por Edvaldo Araújo, analista de Responsabilidade Social da MS Florestal.

“O projeto Nós do Campo busca exatamente isso: transformar a assistência e a orientação técnica em autonomia, oportunidade e qualidade de vida para os produtores rurais. Ver a evolução da Eliane, que estruturou sua horticultura e ampliou sua renda, reforça o compromisso do Bracell Social em impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuamos.”

Edvaldo Araújo, analista de Responsabilidade Social da MS Florestal

Embora seja um caso individual, a experiência reforça um ponto importante para o FLV: a comercialização depende de produção, mas também de conexão com compradores. Portanto, informação de mercado, canais adequados e previsibilidade ajudam a transformar uma horta pequena em atividade econômica.

Post anterior
Próximo post

© 2026 ICEASA. Todos os direitos reservados.

ICEASA — a inteligência que faz o hortifruti girar