Palora inicia colheita de inverno em Santa Catarina
A colheita da Palora em Santa Catarina começou em São João do Sul, no Sul do estado, com previsão de chegar a 50 toneladas nesta safra, segundo informações divulgadas pela NSC TV e pelo Jornal da Fruta.
A variedade é uma pitaya amarela de origem equatoriana. Além disso, ganhou espaço entre produtores catarinenses por permitir produção em uma janela diferente da pitaya tradicional de verão.
Na propriedade citada pela reportagem, o cultivo ocupa cerca de cinco hectares. Assim, a fruta se tornou uma alternativa para ampliar o calendário de colheita e melhorar a regularidade de oferta ao mercado.
Por que a Palora chama atenção no mercado FLV
A principal diferença comercial da Palora está na época de produção. Enquanto a pitaya de verão costuma ser colhida entre dezembro e maio, a variedade de inverno ajuda a estender o período de disponibilidade.
Combinando variedades de verão e inverno, a propriedade consegue colher pitaya de dezembro a outubro. Portanto, novembro é o único mês sem fruta disponível, conforme relatado na reportagem.
- Oferta mais longa: a produção pode ocupar quase todo o ano.
- Relação com compradores: a regularidade facilita negociações recorrentes.
- Diversificação: a variedade reduz a concentração de renda em poucos meses.
Para quem acompanha comercialização no setor FLV, esse tipo de janela produtiva é relevante. No Classifrutas, movimentos como esse ajudam a explicar mudanças de oferta, origem e interesse dos compradores.
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Variedade demora mais para produzir
O plantio da Palora na propriedade começou em 2018. No entanto, a variedade leva mais tempo para atingir produção expressiva quando comparada às pitayas tradicionais de verão.
“A gente implantou essa variedade em 2018, mas ela leva um pouco mais de tempo para ficar adulta em relação às pitayas comuns de verão. Ela fica adulta a partir do quarto ou quinto ano.”
Depois desse período, a propriedade passou a colher cerca de cinco toneladas por hectare. Além disso, o volume aumentou gradualmente até a estimativa atual de aproximadamente 50 toneladas para a safra.
Doçura é outro diferencial da pitaya Palora
A Palora também se destaca pelo sabor. Segundo a reportagem, a fruta leva entre 100 e 120 dias desde a abertura da flor até a maturação, o que favorece o acúmulo de açúcar.
Uma medição feita com refratômetro apontou 23,4 graus Brix em uma fruta da propriedade. Já nas pitayas tradicionais de verão, o índice informado costuma ficar entre 13 e 14 graus Brix.
“Durante todo esse período, ela acumula muito açúcar no fruto e, por isso, consegue ter um grau Brix bem alto, quase o dobro das pitayas de verão.”
Apesar da doçura elevada, o especialista destacou que a fruta mantém equilíbrio entre açúcar e acidez. Assim, o atributo pode influenciar a aceitação do consumidor e o posicionamento do produto em mercados específicos.
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Destino da produção e possibilidade de exportação
Atualmente, grande parte da Palora produzida em São João do Sul segue para São Paulo. O estado aparece como principal mercado comprador da fruta cultivada no Extremo Sul catarinense, conforme a reportagem.
Além disso, há negociações em andamento para exportação. Caso avancem, essas tratativas podem abrir novas frentes comerciais para a produção catarinense, embora ainda não representem garantia de embarques.
Para produtores, compradores e distribuidores, a evolução da Palora merece acompanhamento. Afinal, a combinação entre oferta de inverno, alto grau Brix e regularidade pode influenciar nichos de consumo e estratégias de compra.
As informações deste artigo têm caráter informativo e podem variar conforme região, período e fonte consultada.
