Embrapa apresenta novidades para fruticultura na Expointer
A Embrapa levará à 49ª Expointer uma nova cultivar de pera, publicações técnicas e ferramentas digitais voltadas a cadeias produtivas como frutas e erva-mate. Segundo informações divulgadas pela instituição e publicadas pelo Jornal da Fruta, os lançamentos serão apresentados entre 29 de agosto e 6 de setembro de 2026, em Esteio (RS).
Para o setor de hortifrutigranjeiros, os destaques ajudam a acompanhar temas centrais da produção atual. Entre eles estão adaptação produtiva, manejo, riscos climáticos e digitalização no campo. Além disso, as novidades reforçam a importância de dados técnicos para decisões comerciais e operacionais.
Nova pera BRS Áurea amplia opções de cultivo
Entre os lançamentos está a pera BRS Áurea, primeira cultivar de pera desenvolvida pela Embrapa Uva e Vinho. De acordo com a Embrapa, a variedade se destaca pela qualidade dos frutos, boa produtividade e precocidade de produção e colheita.
A cultivar também é apresentada como tolerante às principais doenças e pragas da cultura. Portanto, pode ampliar as alternativas para produtores brasileiros de pera. No médio prazo, novidades desse tipo tendem a interessar também compradores, distribuidores e varejistas atentos à origem, regularidade e padrão dos frutos.
Ferramentas digitais ganham espaço na erva-mate
A Embrapa Florestas também apresentará versões aprimoradas do FertiMatte e do ManejoMatte, ferramentas digitais voltadas à cultura da erva-mate. A demonstração está prevista para 2 de setembro, na Casa Institucional da Emater/RS.
Acompanhar ofertas e mercado da erva-mate
Além disso, a programação inclui degustação de chás, cultivares da Embrapa e pesquisas sobre novos usos da erva-mate. Entre as frentes citadas estão embalagens, cápsulas, aproveitamento de resíduos industriais e caracterização sensorial de chás.
Amora-preta terá publicação com 50 anos de pesquisa
Outro lançamento será o livro digital “Amoreira-preta: histórico, manejo e tecnologias de produção”, da Embrapa Clima Temperado. A publicação reúne mais de cinco décadas de estudos sobre a cultura no Brasil.
Segundo a Embrapa, a obra sistematiza informações sobre:
- melhoramento genético e cultivares;
- produção, manejo e pós-colheita;
- pragas, doenças e processamento;
- aspectos nutricionais, ambientais e socioeconômicos.
Assim, a publicação pode servir como referência técnica para produtores e agentes da cadeia. Para quem acompanha o mercado FLV pelo Classifrutas, esse tipo de conteúdo ajuda a entender a evolução de culturas com potencial comercial em diferentes regiões.
Clima e gestão de risco entram no centro da pauta
A programação da Embrapa também dará espaço à recuperação e à resiliência dos sistemas produtivos. Entre os materiais citados estão publicações sobre chuvas extremas na Serra Gaúcha, qualidade da água após eventos climáticos e mitigação dos efeitos do El Niño 2026/2027 na Região Sul.
Consultar cotações em cenários de risco climático
Além disso, a instituição apresentará conteúdos sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, conhecido como Zarc. Essa agenda é relevante para frutas, hortaliças e demais cadeias sensíveis a chuva, temperatura, umidade e eventos extremos.
Miniestações meteorológicas aproximam dados do produtor
Outra iniciativa destacada envolve produtores de maçã, amora, framboesa e uva em Vacaria (RS). Cerca de 15 produtores participaram de oficina para montagem e operação de miniestações meteorológicas, conforme relato divulgado no Jornal da Fruta.
Os equipamentos medem chuva, temperatura e umidade do ar. Portanto, os dados podem apoiar decisões sobre colheita, aplicação de defensivos e organização das operações no campo.
“Os produtores têm uma boa compreensão sobre a digitalização do campo e praticamente todos utilizam celulares em seus negócios. Mas, quando discutimos o uso de outros equipamentos, percebemos uma resistência maior, principalmente pelas preocupações relacionadas à manutenção”, afirmou Luciano Gebler, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e do Semear Digital, segundo o Jornal da Fruta.
O monitoramento local é importante porque as condições meteorológicas podem variar entre propriedades próximas. Dessa forma, as miniestações complementam informações de estações regionais e aproximam a leitura climática da realidade de cada área produtiva.
Por que esses lançamentos importam para o FLV
Os anúncios da Embrapa na Expointer mostram uma agenda cada vez mais integrada entre genética, manejo, clima e tecnologia. Para produtores, compradores e distribuidores, essas frentes influenciam regularidade de oferta, qualidade dos produtos e capacidade de adaptação a riscos.
Ver dados de mercado para oferta e qualidade no FLV
No ambiente comercial, informação técnica confiável ganha valor. Por isso, acompanhar lançamentos de instituições como a Embrapa ajuda o setor a interpretar mudanças produtivas com mais contexto. Além disso, plataformas de conexão e informação, como o Classifrutas, contribuem para aproximar diferentes elos da cadeia FLV em um mercado cada vez mais orientado por dados.
